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sexta-feira, 21 de setembro de 2018

Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência.



Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiênciaé celebrado em 21 de setembro no Brasil.
Esta data foi criada com o objetivo de conscientizar sobre a importância do desenvolvimento de meios de inclusão das pessoas com deficiência na sociedade.
O preconceito e a inacessibilidade pública também são dois pontos centrais a serem debatidos durante esta data, e que são responsáveis por dificultar a vida dessas pessoas.
Oficialmente, esta data foi criada a partir do decreto de lei nº 11.133, de 14 de julho de 2005, mas já era celebrada a nível extraoficial desde 1982.
A criação do Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência foi uma iniciativa do Movimento pelos Direitos das Pessoas Deficientes – MDPD, grupo que debate propostas de transformações sociais em prol das pessoas com deficiência desde 1979.
O dia 21 de setembro também marca o início da Primavera no Hemisfério Sul, e é fazendo uma referência a esta estação que foi escolhida esta data como marco para celebrar a luta da pessoa com deficiência.
O fenômeno da Primavera pode ser metaforicamente comparado ao renascimento e renovação da vida, assim como acontecem com as flores durante esta estação. As pessoas com deficiência são motivadas a lutarem pela construção de uma sociedade inclusiva, onde podem viver de forma igualitária e sem preconceitos.

A Organização das Nações Unidas (ONU) também institui a nível mundial o Dia Internacional da Pessoa com Deficiência, celebrado anualmente em 3 de dezembro desde 1992.
"No Brasil temos uma falsa inclusão social da pessoa deficiente. Ao invés de garantir que os direitos dos deficientes sejam respeitados, o estado adota medidas paliativas mascaradas de cotas, benefícios dentre outros, e nem esses "Benefícios" que o estado oferece como compensação de não conseguir que os direitos sejam iguais a todos. São realmente cumpridos. Em 23 anos que sou cadeirante, lógico muita coisa mudou, muita mesmo! Mas hoje estamos longe da sociedade ideal onde o individuo faça parte do todo.
Principalmente em tempos de radicalismos onde minorias que sempre lutaram muito para garantir o mínimo de dignidade, hoje corre sérios riscos de perder tudo aquilo que conquistou. Pois hoje enfrentamos discursos de que as "minorias devem se curvar a maioria". Essa minha preocupação é real, me preocupa quando dizem que tenho que ser igual a todos, sou um ser único, com características exclusivas, e necessidades.
Por isso peço estamos perto das eleições não seja radical por que o radicalismo não enxerga o todo apenas parte do todo."

Agradeço seu tempo, gostou compartilha.

Abraços

Sandro Waldez


Fonte https://www.calendarr.com/brasil/dia-nacional-de-luta-da-pessoa-com-deficiencia/

domingo, 16 de setembro de 2018

Relocação profissional PCD. cadê a inclusão??





Cadê a inclusão?! Eu tenho ficado preocupado, com a nossa lei de cotas hoje em dia.




Por várias vezes já consegui emprego através dela. Porém nos últimos dois anos ela não me tem sido muito útil. Vamos aos fatos, vagas abertas a deficientes hoje em sua grande maioria estão direcionadas as seguintes deficiências, surdez todos os tipos, aos deficientes visuais menos os casos de cegueira completa, aos amputados todos os tipos, aos que possuem deficiência intelectual mas somente as que são leves ou causam limitações leves. Bom de onde tirei estes dados, das vagas disponíveis no mercado hoje. E onde ficam os deficientes? Que possuem deficiência pesada, sim pesada que para às empresas somos classificados desta forma. Poxa aí você me diz, você está exagerando, infelizmente não. A casos que na oferta de emprego, eles deixam bem claro, "somente deficiência leve". É sério e preocupante, quando as vagas destinadas a todos os tipos de deficiências oferecem cargos de sub empregos e salários irrisórios, onde está a inclusão sendo que estás vagas são somente para cumprimento da lei.
Onde fica a inclusão social do desenvolvimento humano.
Dá valorização do profissional por suas experiências e competências das oportunidades de crescimento profissional. Estes questionamentos ficam sem resposta.

Então agora só falta você comentar e compartilhar. ;)

Abraços





quarta-feira, 12 de setembro de 2018

Até quando teremos desrespeito com os negros os pobres os deficientes?

O “politicamente correto” quer impedir até de algemar, no chão, uma advogada negra!? Chega de mimimi! É autoridade, não racismo! Tá ok?


Tomei a liberdade de republicar aqui o texto do blog do Reinaldo Azevedo.
E reafimo até quando vamos aceitar uma sociedade que permita tais desrespeito. 
Sou homem cadeirante e sei bem como a nossa sociedade não é inclusiva.
Segue o texto. A eu assino embaixo também.




O “politicamente correto” quer impedir até de algemar, no chão, uma advogada negra!? Chega de mimimi! É autoridade, não racismo! Tá ok?Por: Reinaldo AzevedoPublicada: 12/09/2018 - 15:57
Quando o presidente Costa e Silva decidiu emitir o Ato Institucional nº 5, o famigerado AI-5, que instituía a ditadura absoluta no Brasil, que, na prática, suspendia todos os direitos constitucionais, Pedro Aleixo, o vice-presidente que era usado para conferir, vamos dizer, alguma feição civil ao regime, votou contra. E a frase que disse, então, entrou para a história: “Presidente, o problema de uma lei assim não é o senhor, nem os que com o senhor governam o país; o problema é o guarda da esquina”.Aleixo, por óbvio, nada tinha contra guardas de esquina. Chamava a atenção para o risco de o autoritarismo ganhar capilaridade e se espraiar pela sociedade, de modo que mesmo as pessoas não investidas de poderes repressivos se arvorassem em gendarmes da lei e da ordem segundo os seus próprios critérios.É evidente que há uma sede de murro na mesa no Brasil. É evidente que estamos vivendo uma involução democrática.Leio na Folha:[A advogada] Valéria Lucia dos Santos, 48, foi algemada nesta segunda-feira (10) durante uma audiência no 3º Juizado Especial Cível de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, no estado do Rio de Janeiro. A advogada e a juíza leiga discutiram, e Valéria foi algemada, no chão, por policiais do fórum. Pessoas na sala gravaram vídeos da situação (…). O juiz leigo é um advogado que auxilia a Justiça em alguns juizados especiais, mas a decisão final é de um juiz togado.”Convenham: existir um “juiz leigo” já é uma excrescência. O Judiciário é um dos Poderes do Estado. Não pode ser exercido por leigos. Ou a pessoa tem a autoridade democrática — valer dizer: é eleita ou é indicada e aprovada por eleitos — ou é provada por concurso.Por que Valéria foi presa? Porque ela estava pedindo que seus direitos de advogada, que estavam sendo violados, fossem respeitados. Ela defendia uma consumidora contra uma empresa de telefonia. Não houve acordo, e ela pediu para ler a contestação apresentada pela empresa. Para impugná-la — isto é, para recorrer contra o conteúdo da contestação —, ela só tem aquele momento para fazê-lo, o que lhe estava sendo negado. A juíza leiga resolveu encerrar a audiência. Valéria pediu a presença do delegado da OAB, que estava alguns andares abaixo.A juíza leiga Ethel de Vasconcelos, que não quis falar com a imprensa, por qualquer razão, resolveu negar a Valéria uma prerrogativa profissional. Mais: também está em jogo o direito dos consumidores.O vídeo que veio a público capta dois momentos. A advogada diz que não sairá da sala e pede a presença do delegado da Ordem dos Advogados do Brasil. Fala com energia, sim! E também com a indignação de quem tem violadas as prerrogativas de sua carreira. Mas convenham: se, hoje em dia, se pode mandar prender ao arrepio de qualquer ordem legal; se candidatos à Presidência, ao Senado e a governos de Estado estão sendo submetidos a uma óbvia perseguição do Ministério Público, da Polícia Federal e da própria Justiça, por que uma “juíza leiga” não pode usar a sua toga temporária para mandar algemar, no chão, uma advogada?“Nem na época da ditadura se prendia, algemava e jogava ao chão um advogado dentro da sala de audiência. É um absoluto desrespeito ao Estado democrático e à advocacia. Isso causa muita preocupação”, disse Luciano Bandeira, presidente da Comissão Estadual de Defesa de Prerrogativas da OAB.Ah, bem, não dá para ignorar, não é? Valéria é mulher e é negra. E será sempre mais fácil, dada a mentalidade dos grotões, algemar uma pessoa considerada petulante quando mulher e quando negra.Afinal de contas, essa gente precisa saber o seu lugar, não é mesmo?No dia em que o politicamente correto impedir que se algeme uma advogada negra, humilhando-a, no chão, para aprender a falar mais baixo diante de uma branca, com sua toga temporária, esse país estará perdido, não é mesmo?A besta incivilizatória está à solta.Um advogado, no exercício de sua profissão, só pode ser preso por flagrante de crime inafiançável. E a Súmula Vinculante nº 11, do STF, disciplina o uso de algemas. Lá está escrito:“Só é lícito o uso de algemas em caso de resistência e de fundado receio de fuga ou de perigo à integridade física própria ou alheia, por parte do preso ou de terceiros, justificada a excepcionalidade por escrito, sob pena de responsabilidade disciplinar civil e penal do agente ou da autoridade e de nulidade da prisão ou do ato processual a que se refere, sem prejuízo da responsabilidade civil do Estado“.O episódio viola também o Inciso III do Artigo 5º da Constituição:“Ninguém será submetido a tortura nem a tratamento desumano ou degradante”.O TJ-RJ, acreditem, ainda tenta justificar o que aconteceu, afirmando que a advogada desrespeitou uma ordem da Justiça. Falso! Ela pedia a presença do delegado da OAB. Valéria foi levada à delegacia e autuada por resistência. É o Brasil bárbaro.




terça-feira, 7 de maio de 2013

5 Razões porque apoio a permanência de Marco Feliciano

Nota do Blog: Pensei muito antes de postar meu apoio a Marco Feliciano.
Pois venho vendo os ataques feito a pessoa e a ideologia do mesmo, cheguei a temer alguma retaliação, mas não posso me calar e quero dizer que sou contra ao preconceito e qualquer tipo de descriminação a qualquer pessoa, por sua raça, credo, partido politico, time de futebol ou opção sexual  
Mas sou contra a censura a liberdade de opinião, a liberdade de expressão. Por isso meu apoio a Marco Feliciano, mesmo descordando de alguns pontos de vista do mesmo ele tem todo o direito de ter sua opinião.

Honestamente nunca fui fã de Marco Feliciano como Ministro do Evangelho. Várias de suas colocações como pregador me incomodam profundamente.
Todavia, concordamos plenamente em um ponto: precisamos impedir que leis que favoreçam o ativismo gay prevaleçam em nossa sociedade. Assim sendo, apresento cinco razões porquê, apesar de divergências teológicas, eu apoio a permanência de Marco Feliciano na Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara.
1)      Marco Feliciano está combatendo o ativismo gay no Congresso
Os ativistas gays tem uma agenda clara: eles pretendem “desconstruir a heteronormalidade” em nossa nação, isto é, eles pretendem implantar um “novo normal” no Brasil: uma sociedade onde o homossexualismo e o bissexualismo sejam algo normal e banal. E mais, eles pretendem fazer isto por força de leis e com verbas federais, tornando criminosas as opiniões e posicionamentos contrários a eles.  Se no Brasil ainda não temos o casamento gay legalizado e a doutrinação de crianças em idade escolar para aceitar o homossexualismo como algo normal é por causa da presença de evangélicos no Congresso. Marco Feliciano tem ativamente contribuído para barrar os planos do ativismo gay no Brasil.
2)      Marco Feliciano defende o paradigma judaico-cristão como base da sociedade
A sociedade ocidental foi edificada a partir de princípios judaico-cristãos. Entretanto, existe um movimento internacional para que este paradigma seja abandonado. Nos Estados Unidos, por exemplo, políticos liberais conseguiram a aprovação do aborto e por força de lei vários monumentos bíblicos foram retirados de instituições públicas. No Brasil querem fazer o mesmo. Políticos liberais estão trabalhando arduamente para remover princípios cristãos das leis brasileiras e legalizar a iniquidade. Agora mesmo existem projetos que pretendem legalizar o aborto, a prostituição, o casamento gay, entre outros. Marco Feliciano faz parte da bancada conservadora que combate esta avalanche de leis iniquas no Congresso Nacional e busca preservar os princípios judaico-cristãos como base da sociedade.
3)      Marco Feliciano foi eleito de forma democrática
Marco Feliciano foi eleito para o Congresso Nacional com 211.839 votos válidos. Depois foi eleito por outros deputados para ocupar a cadeira de presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmera.  Em defesa de Marco Feliciano, o Presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Joaquim Barbosa, disse: “O deputado Marco Feliciano foi eleito pelos seus pares para assumir um determinado cargo dentro do Congresso Nacional, na Câmara. Os deputados assim o fizeram porque está prevista regimentalmente essa possibilidade”.  A presença de Marco Feliciano na Comissão de Direitos Humanos está completamente amparada pelas leis brasileiras. Ele conquistou sua posição de maneira legal e legítima e ninguém em nosso país tem o direito de retirá-lo de lá.
4)      Marco Feliciano é um irmão sofrendo perseguição
Não se enganem: entre intelectuais de esquerda, liberais e membros do ativismo gay, existe uma verdadeira campanha de ódio, preconceito e perseguição contra os cristãos. O que estamos vendo contra o Marco Feliciano é o que pretendem contra todos os cristãos do Brasil. Não preciso argumentar sobre isto, as mídias sociais estão cheias de discursos arrogantes e inflamados de ódio por parte dos ativistas gays contra os cristãos evangélicos do Brasil.
Neste contexto Marco Feliciano é um irmão sofrendo perseguição e precisa de nossas orações.
5)      Marco Feliciano tem a coragem de enfrentar a mídia manipulada do Brasil
Uma das capas da revista Istoé diz: “Marco Feliciano, o homem que afronta o Brasil”.  Diante dos acontecimentos recentes, os ativistas gays colocaram toda a máquina de ódio e influência na mídia para trabalhar contra Marco Feliciano e a favor da causa gay. Você já se imaginou nesta situação? Ter jornais, revistas e celebridades inventando calunias, difamando seu nome por causa de sua fé cristã? Marco Feliciano pode não ter a teologia perfeita, mas tem coragem para enfrentar a máquina da mídia manipulada no Brasil.
Por estas razões declaro aqui meu apoio e meu compromisso de orar por Marco Feliciano. Oro ainda para que Deus levante outros para que princípios cristãos possam prevalecer como o paradigma legislativo da nação brasileira.
Para concluir deixo aqui alguns links, nos quais personalidades respeitadas do Brasil manifestam seu apoio a permanência de Marco Feliciano na Comissão de Direitos Humanos:
  • Presidente Joaquim Barbosa defende a permanência de Marco Feliciano:
  • Alexandre Garcia: Marco Feliciano está sendo perseguido por suas opiniões
  • Jornal da Massa:  As estatísticas do movimento gay são uma falácia
  • Raquel Sheherazade: Marco Feliciano está sendo discriminado por causa de suas crenças
Em Cristo,
Fonte:www.rubenscunha.org


etc...

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Olimpíadas de Londres é medalha de ouro em acessibilidade

A cidade de Londres respira Olimpíadas, em cada esquina se encontram pessoas de diversas nacionalidades orgulhosamente carregando suas bandeiras. E apesar de receber diariamente um milhão de visitantes além do comum, parece ter se preparado muito bem para esse momento.
 Em visita à Prefeitura de Londres, esta semana, as consultoras para assuntos Olímpicos e Paraolímpicos, Julie Fleck e Terry Day, contaram à equipe do site Romario.org que a acessibilidade sempre esteve entre os assuntos prioritários em todas as discussões sobre a preparação dos jogos.

 Elas citaram como exemplo as plantas de edifícios novos que chegavam à prefeitura. Segundo as consultoras, os projetos que não estivessem de acordo com as normas britânicas não recebiam autorização para iniciar as obras, a não ser que fizessem as devidas alterações, que elas chamam de “inclusivas”.

 Explicaram ainda que as adaptações foram além da acessibilidade. “O ideal é possibilitar que os deficientes se locomovam de forma independente, tendo em vista que obras acessíveis, rampas muito íngremes ou portas giratórias, nem sempre têm essa finalidade”, explicaram. Elas descreveram ainda que o conceito de adaptação inclusiva significa adequar o ambiente para que todos possam entrar e sair pela mesma porta de acesso, sem discriminar o deficiente, obrigando-o a utilizar uma porta diferente, nos fundos ou em laterais onde haja rampas.

 A acessibilidade é levada tão a sério, que a comissão olímpica criada para os jogos é chamada de Olímpica e Paraolímpica, sem discriminação das fases dos jogos, pois ao iniciar a construção das arenas para as competições, havia sempre a preocupação de que ali também seriam recebidos atletas paraolímpicos e visitantes deficientes. Contudo, as consultoras afirmam que nem sempre foi assim. A luta pelos direitos dos deficientes se iniciou há quase 40 anos, pelos próprios deficientes que moram na capital, que saíram às ruas para reivindicar por mudanças.

Enquanto isso no Brasil, a acessibilidade ainda não está no topo das prioridades. Apesar da luta incessante do deputado Romário para que o assunto esteja sempre em discussão dentro da Câmara dos Deputados, observa-se que ainda há muito a ser conquistado quando o tema é acessibilidade inclusiva.

O deputado Romário lamenta que os brasileiros não tenham ainda a mentalidade dos ingleses em relação à acessibilidade, apesar de ter 30 milhões de pessoas com algum tipo de deficiência. Para ele, o Brasil caminha a passos de tartaruga em direção às conquistas dos deficientes físicos, mentais ou intelectuais. “Eu, sendo um deputado que venho lutando por uma qualidade de vida melhor para as pessoas com deficiência, espero muito que essas novas obras para a Copa das Confederações de 2013, Copa do Mundo de 2014 e Olimpíadas de 2016, possam trazer resultados positivos, legados, pra esse segmento da nossa sociedade. Aqueles que duvidam, é só dar um pulinho aqui em Londres e ver que realmente é possível, quando se quer e se tem vontade. Não adianta sermos a 7ª economia do mundial se nem todos se beneficiam com isso. Em termos de acessibilidade, não figuramos ainda nem entre os 50”, observa Romário, e pede: “Acorda Brasil!”.
fonte:http://www.romario.org

 apoio: http://www.sandrowaldez.com.br/

domingo, 29 de julho de 2012

OS DIREITOS HUMANOS DOS PORTADORES DE DEFICIÊNCIA


Muito se tem falado sobre direitos humanos de presidiários, índios, crianças, idosos, mulheres, homossexuais, etc. As ONGs - Organizações Não Governamentais, que representam os Direitos Humanos são dirigidas em sua grande maioria por pessoas sensíveis e esclarecidas, mas que ignoram as condições subumanas das pessoas portadoras de deficiência.
Nem sempre só violência física é que conta na violação de Direitos Humanos; senão vejamos:
Em 1948, precisamente em 10 de dezembro a ONU - Organização das Nações Unidas proclamou a Declaração Universal dos Direitos Humanos. Diz seu artigo 1: "Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e direitos e, dotados que são de razão e consciência, devem comportar-se fraternalmente uns com os outros"; e em seu artigo 3: "Todo indivíduo tem direito à vida, à liberdade e à segurança da sua pessoa".
A mesma Organização das Nações Unidas proclamou a em 09 de dezembro de 1975 a Declaração dos Direitos das Pessoas Deficientes que diz em seu artigo 3: "As pessoas deficientes têm o direito inerente de respeito por sua dignidade humana. As pessoas deficientes qualquer que seja a origem, natureza e gravidade de suas deficiências, têm os mesmos direitos fundamentais que seus concidadão da mesma idade, o que implica, antes de tudo, o direito de desfrutar uma vida decente, tão normal e plena quanto possível" ; e em seu artigo 8: "As pessoas deficientes têm o direito de ter suas necessidades especiais levadas em consideração em todos os estágios de planejamento econômico e social". Ainda a ONU, em 03 de dezembro de 1982 elaborou o Programa de Ação Mundial para as Pessoas com Deficiência que diz em seu parágrafo 12: "A igualdade de oportunidades é o processo mediante o qual o sistema geral da sociedade - o meio físico e cultural, a habitação, o transporte, os serviços sociais e de saúde, as oportunidades de educação e de trabalho, a vida cultural e social, inclusive as instalações esportivas e de lazer - torna-se acessível a todos".
Todos esses documentos foram assinados pelo Brasil.Não bastasse isso temos a Constituição da República Federativa do Brasil de 05 de outubro de 1988 que diz em seu artigo 1º "A República Federativa do Brasil, formada pela união indissolúvel dos Estados e Municípios e do Distrito Federal, constitui-se em Estado Democrático e tem como fundamentos: III - a dignidade da pessoa humana". E seu artigo 3º "Constituem objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil: IV - promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação".
Onde está nossa dignidade de pessoa humana, onde está nosso direito à vida, como estão levando em consideração nossas necessidades especiais no planejamento econômico e social, e onde está nossa igualdade de oportunidades? Somos uma população muito grande em todos os países do mundo para continuarmos ignorados e esquecidos por décadas e décadas, sendo vítimas silenciosas de violações de Direitos Humanos.
Chegou a hora de colocarmos as violações que estamos sofrendo, como as violações de nossos Direitos Humanos. Não se pode mais esquecer que somos discriminados por causa de nossas deficiências. A grande maioria das vítimas está nos países subdesenvolvidos e em vias de desenvolvimento. São vítimas de violações aqueles que estão privados de sua liberdade por não terem uma cadeira de rodas, uma rampa para atingir um local público ou um transporte adaptado; também aqueles que não têm acesso à educação por não contarem com meios adequados de comunicação ou facilidades de acesso ao meio físico e aqueles desempregados que são tratados como seres de segunda categoria em países pobres do mundo.



texo by Rui Bianchi do Nascimento, deficiente físico, bibliotecário.

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sábado, 14 de julho de 2012

Absurdo na Camara Municipal de BH!










Ronaldinho
Há pouco mais de um mês em Belo Horizonte, onde joga pelo Atlético, Ronaldinho Gaúcho já vai receber o título de ‘Cidadão Honorário’ da capital no próximo dia 30, às 19h, na Câmara Municipal.

O autor do requerimento é o vereador Daniel Nepomuceno (PSB), que também é vice-presidente do Galo.

Segundo nota da assessoria do vereador, o título “trata-se de um reconhecimento da sociedade a importantes personalidades que se destacam na área social, cultural, política, artística e esportiva.”
 “Absurdo. O camarada está na cidade há menos de um mês e já recebeu esse título. E os cidadãos que trabalham e moram em BH há anos, mesmo não sendo daqui? Desculpem-me os que discordam da minha opinião, mas me parece absurdo isso. Ônus ao cidadão que paga as contas da Câmara e bônus algum para a cidade” Comentário do face.

A pergunta que fica é simples.
Você vai continuar a reeleger este tipo de político, que utiliza a maquina publica sem responsabilidade alguma?
Que homenageia um jogador de futebol que não fez nada(NADA) por Belo Horizonte, sou atleticano mas não concordo com este tipo de atitude, fica minha revolta com nossos vereadores que tomaram esta decisão e com os que se omitiram e permitiram este absurdo.
Vamos renovar a Camara Municipal by Sandro Waldez 43.777


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sexta-feira, 6 de julho de 2012

Candidato a Vereador

Com o coração cheio de esperança e a cabeça cheia de idéias, comunico aos meus amigos e conhecidos que sou candidato a vereador de BH esse ano. Faço isso acreditando que ainda há meios para lutar pelos direitos dos deficientes, já que não adianta esperar que os outros o façam por nós, vou "arregaçar as mangas" e correr atrás de melhores condições não só para o deficientes físicos como para toda a população de Belo Horizonte.
Conto com vocês para entrar comigo nessa jornada e fazer de BH uma cidade melhor para todos.
Abraços
Sandro Waldez  43.777
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sábado, 30 de junho de 2012


O IBGE revelou  um retrato detalhado sobre condições urbanas brasileiras e houve um item que chamou, a meu ver erroneamente, de “calçadas para cadeirantes”.

Bem, o termo não ajuda em nada na inclusão. Talvez, para fins de pesquisas, era preciso ser bem específico, mas rampa é um aparelho urbano que serve a todos, não só a cadeirantes.
 
A rampa facilita o acesso do carrinho de bebê, auxilia os mais velhos e mais desequilibradinho na travessia, facilita para quem está puxando carrinhos de compras, evita com que crianças tropecem ao atravessar a rua. Então, como uma rampa é para “cadeirantes”?

Quando se qualifica uma rampa dessa maneira, a meu ver, reforça-se em parte da sociedade que o povo “malacabado” é um peso na lomba do poder público que precisa gastar para fazer o mundo mais fácil para “nóistudo” podermos ser mais cidadãos.

Não é a primeira vez que o órgão de pesquisa mais importante do país comete uma impropriedade com as pessoas com deficiência. É hora dessa gente ter mais preocupação com seus métodos de abordagem, pois a reprodução das informações é gigantesca e os dados ficam para a história, né, não?

Bem, agora o mérito da pesquisa, mais propriamente. O resultado é que apenas 4,7%, repito SOMENTE 4,7% das ruas do país possuem rampas.

Gente, isso é praticamente uma miséria humana em relação à inclusão. Quer dizer que 95% dos passeios dessa nação não têm mínimas condições de garantir um ir e vir seguro às pessoas. É a massacrante maioria de um país que não cumpre um princípio constitucional.

A ausência de uma rampa humilha as pessoas. Expõe as pessoas ao risco de quedas, de acidentes. Impede as pessoas a chegarem na escola, no hospital, na casa da namorada.

Pelo levantamento, a cidade de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, entre as com mais de 1 milhão de habitantes, é a que está mais avançada em relação a esse aparelho urbano. Fortaleza, vergonhosamente, é a pior.
Conheço as duas capitais. Realmente, em Poa, se vê um esforço importante para tornar a cidade mais amigável no seu ir e vir para TODOS, mas não se compara minimamente, infelizmente, às cidades européias ou mesmo americanas. Se estamos nos tornando um país rico, esse relaxo tinha de ser uma preocupação primordial.

Fortaleza, como uma cidade turística e que vai ser sede da fatídica Copa, era preciso que a administração municipal sentisse dor de cabeça durante uns seis meses e que tomassem uma atitude corajosa para reverter uma situação tão deplorável…

Como sabem, sou um tiozão otimista. Acho, de verdade, que essa realidade está mudando em velocidade importante.

Mas isso vai continuar caso a gente siga mobilizado, siga escolhendo administradores engajados, siga exigindo cumprimento de leis, siga enfrentando, a medida do possível, a rua, do jeito que ela é, até que a pressão a torne do jeito que precisa ser: útil, segura e acessível para todos.


Fonte: Jairo Marques

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Editei este video como um grito!
Me ouça ! Grite comigo!
Não se cale ou se esconda da responsabilidade de seus atos, você é responsável por sua casa, por sua rua, seu bairro, sua cidade, seu pais se organize, se mobilize faça a mudança acontecer.

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

O transporte público e o respeito aos portadores de necessidades especiais

O transporte público, na área urbana é um item indispensável à garantia do acesso das pessoas com deficiências, à educação e ao trabalho. Hoje, quero abordar este tema complexo, mas fundamental aos portadores de necessidades especiais.

Em uma pesquisa inicial encontrei leis/normas técnicas de acessibilidade da ABNT regulamentando as adaptações arquitetônicas e ações de várias entidades que trabalham para promover todas as adequações necessárias ao cumprimento deste direito.

Alguns ônibus urbanos já foram adaptados para cadeiras de rodas, há espaço para cão guia, rampas nas calçadas e piso podotátil em vários locais por onde os deficientes passam. Sem falar que atualmente, os funcionários dos metrôs, trens e terminais de ônibus são treinados para auxiliar àqueles que têm dificuldade de entrar e sair sozinhos desses meios de transporte. Impossível não dizer o quanto isso ajudou a melhorar para nós, usuários, portadores de deficiências.

A disposição de muitos brasileiros em ajudar àqueles que precisam de alguém para diminuir suas dificuldades, ainda me impressionam. No entanto, muito pode ser realizado para diminuir o acesso que os deficientes encontram para se deslocarem nas grandes cidades, em seu dia-a-dia.


As Reformas

Sem alterações na estrutura e no funcionamento dos principais locais de acesso ao transporte, como estações de trem e de metrô, pontos e terminais de ônibus, rodoviárias, portos e aeroportos, não é possível atender às exigências da legislação e às necessidades das pessoas com deficiência.  É preciso que se invista muito nessas alterações com a adoção de regimes de urgência máxima para que os deficientes não sejam obrigados a conviver com obras que ficam se arrastando por longos anos e causam grandes transtornos não só para eles.

O Decreto 5.296/04 – que regulamenta as leis 10.048 e 10.098 do mesmo ano – e o Decreto 3.298/00 especificam claramente as obrigações das empresas em relação às adaptações de infraestrutura para o acesso de todos aos estabelecimentos. Apesar disso, ainda falta um compromisso efetivo em todo o país, para o cumprimento dessas normas.  Os maiores avanços estão restritos a alguns grandes centros, enquanto outros locais ainda contam com um mínimo de melhorias, apesar do grande contingente de pessoas com deficiência utilizando os meios de transportes.

Quando as reformas são realizadas, fica claro que os interessados, no caso, os deficientes não foram consultados, de modo que a obra seja adequada a eles. Infelizmente, não é raro acontecer de seguirmos um piso tátil que nos conduz a uma quina de parede ou subirmos uma rampa em direção a um ponto de ônibus e batermos a cabeça num orelhão mal localizado naquela calçada.  Por isso, é muito importante elaborar projetos de arquitetura/engenharia mais abrangentes, que contemplem a acessibilidade pelo viés de todas as deficiências, sem criar dificuldades para ninguém, no reconhecido esforço de minimizar as dificuldades da população mais vulnerável.

Só para que se tenha uma idéia, dos perigos que passamos diariamente, conto-lhes que certo dia fiquei até assustado quando “tomei um onibus” e percebi a presença de uma barra de ferro horizontal colocada para apoio de deficientes físicos, a 20 centímetros do meu rosto, no ponto passível de bater a boca ou o nariz na primeira freada brusca que esse veículo realizasse.  Entendi que, quem a planejou ali só pensou no apoio de alguns deficientes, sem se dar conta, que os deficientes visuais ou até mesmo as pessoas sem deficiências poderiam se acidentar gravemente com aquela modificação.

Os usuários, portadores de deficiências devem ser ouvidos, sempre que possível, para aproximar as obras dos seus verdadeiros interessados.


Impactos e Riscos

Os desafios para resolver todos os problemas de acessibilidade são enormes e requerem muitos investimentos.  As modificações nos estabelecimentos já existentes ficam caras e demandam muito tempo para serem concluídas. Além disso, nem sempre é fácil encontrar pessoas qualificadas para implementar mudanças que atendam totalmente às necessidades das pessoas com deficiência.

Precisamos, no entanto, começar essas mudanças o quanto antes, para que não continuemos a assistir acontecimentos lamentáveis de vitimização de pessoas indefesas por falhas arquitetônicas que provocam transtornos no seu deslocamento para o trabalho ou para a escola.

Numa cidade tão rica como Belo Horizonte, com tanto recurso a ser aplicado em reformas, não é concebível convivermos com os riscos com os quais lidamos todos os dias.  Estamos acostumados a ver deficientes físicos com cadeiras de roda sendo carregados por funcionários das empresas, por que não existe rampa de acesso ou deficientes visuais pulando vãos de 30 centímetros ou mais nas estações de trem, quando não caindo nesses vãos.


Em relação aos ônibus, o número dos que possuem adaptação com piso rebaixado ou elevador é muito pequeno para atender à demanda.  Apesar de serem muitos os deficientes chamados ao trabalho, diariamente, no cumprimento da Lei de Cotas (8.213/91), nem todos conseguem chegar aos seus locais de trabalho com a mesma facilidade que os não portadores de deficiência.

É importante que todos os portadores tenham consciência que devemos entrar em contato sempre que necessário com os órgãos e empresas responsáveis por estas modificações ou com a falta delas, de modo que cada vez mais tenhamos garantido o nosso deslocamento ou o acesso a um local.

Esperamos que a cada nova geração de profissionais, muitas possam ser as soluções encontradas que permitam aos portadores de necessidades especiais, um  viver em sociedade sem limitações.